Cartão clonado: o que fazer?

A expressão cartão clonado se refere à cópia dos dados de um cartão de crédito, débito ou pré-pago. Na clonagem os estelionatários podem criar um novo cartão físico com a tarja magnética copiada ou simplesmente utilizar os dados do cartão para compras virtuais. Assim, é possível adquirir bens, fazer pagamentos ou mesmo sacar parte do limite disponível usando o cartão de outra pessoa.

Será que o meu cartão foi clonado?

Os consumidores geralmente descobrem que o cartão foi clonado quando observam gastos na fatura ou débito na conta corrente que não foram realizados por ele. Se isso acontece, a única explicação é que outra pessoa está utilizando os dados do cartão de forma indevida.

Também é comum que a descoberta aconteça quando o cartão é bloqueado pelo banco. Nesses casos, o bloqueio ocorre porque o banco desconfia da fraude devido à utilização não usual: muitas compras pela internet, pagamentos no exterior, saques de alto valor e etc.

Qual procedimento devo adotar?

Assim que o cliente descobre as despesas feitas por outra pessoa, o primeiro passo é entrar em contato com o banco ou financeira responsável pela fatura do cartão. Também é importante fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia para que o crime seja oficializado. O BO servirá como documento comprovatório de que você percebeu o problema e se manifestou contra ele.

Ao contatar a administradora do cartão, é fundamental que você conteste todas as despesas que não foram realizadas por você. Se o seu cartão for múltiplo, observe também se não ocorreram saques no saldo de sua conta ou pagamentos no débito. O cartão deve ser cancelado imediatamente e o banco deverá um outro com dados diferentes.

Cartões clonados

Cartões CAIXA clonados apreendidos pela PF

Quais são meus direitos?

No entendimento dos órgãos de proteção ao consumidor, a responsabilidade pela clonagem do cartão é do banco. De acordo com Renata Reis, supervisora do setor de assuntos financeiros do Procon-SP:

A fraude é um risco e um ônus do negócio das administradoras. O consumidor confia naquele meio de pagamento e muitas vezes deixa de usar dinheiro por causa da segurança e da praticidade que o cartão traz (Fonte: economia.uol.com.br).

Assim, a segurança das transações deve ser garantida pela administradora, mesmo que o cliente não tenha seguro ou que o cartão possua chip. A empresa deverá cancelar as cobranças indevidas, assim como os encargos (IOF, taxa de câmbio e etc.) ligados a elas.

Devo procurar o Procon?

O Procon e outros órgãos de proteção ao consumidor poderão ser acionados caso o problema não seja diretamente resolvido com o banco. Apesar das leis brasileiras serem muito favoráveis ao consumidor, é importante que ele mostre boa vontade em solucionar qualquer problema por meio da negociação e sem processos judiciais.

Existe uma visão bastante equivocada de que todo problema relacionado ao consumo pode virar um processo por danos morais. No entanto, esse tipo de solução só vale a pena quando a questão realmente se tornar insustentável. Se o banco insistir em não cancelar as despesas feitas pelos golpistas, então é preciso procurar auxílio profissional para tentar resolver a questão.


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