Dificuldades Para Pagar a Fatura – O Que Fazer?

O seu banco enviou uma proposta de parcelamento da fatura? Pois saiba que essa é uma prática comum. A oferta de financiamento, pintada com belas cores pela instituição financeira, mascara a cobrança de juros e outros encargos pelo uso do serviço. Quando o consumidor está passando por dificuldades, o parcelamento pode sim ser uma opção. No entanto, quem está com as contas em dia não deve, de modo algum, ser seduzido pelas promessas de conveniência e praticidade feitas pelo banco. De acordo com levantamentos recentes, os juros cobrados pelo financiamento podem chegar a 60% ao ano, tornando as dívidas caríssimas. Em comparação com o crédito rotativo, que tem tarifas superiores a 200%, a escolha pelo parcelamento pode fazer mais sentido.

Dificuldade de pagar os cartões

Dificuldade de pagar os cartões

Diferença Entre o Rotativo e o Parcelamento

Além dos juros, a diferença entre o crédito rotativo e o parcelamento da fatura está no modo com o valor é cobrado. No caso do parcelamento, o cliente entra em contato com o banco (ou recebe a proposta pronta) para que o valor seja dividido em parcelas mensais. Elas são fixas, com juros determinados no momento de adesão. Assim, o cliente que opta pelo parcelamento sabe exatamente quanto vai pagar todos os meses pelo financiamento. Já no crédito rotativo, o cliente paga apenas uma parte da fatura (mínimo de 15%) e empurra o restante para os meses seguintes. Dependendo do que ele paga na próxima fatura, a dívida é recalculada e jogada, mais uma vez, para o mês seguinte. As tarifas, como mostrado acima, são mais caras no crédito rotativo, mas não é só isso que torna o serviço pouco atrativo. Na prática, a dívida do rotativo é muito mais difícil de ser quitada que a do parcelamento da fatura.

Sem Dinheiro Para Quitar a Fatura

Muitos brasileiros se veem na situação de simplesmente não ter dinheiro para quitar o valor total da fatura. É claro que em alguns casos esse problema ocorre devido a emergências, mas na maior parte das vezes o endividamento surge da falta de planejamento. Quando isso acontece, é importante que o indivíduo analise a situação com cuidado. O uso do crédito rotativo, como dissemos, representa uma dívida caríssima, que pode virar uma gigantesca bola de neve. O parcelamento, por outro, custa um pouco menos, mas ainda assim pode pesar no bolso e atrapalhar toda a vida financeira da família.

De acordo com Reinaldo Domingos, autor do livro Livre-se das dívidas:

“Parcelar a fatura de cartão de crédito só é bom para aqueles que estão no limite, já não podem honrar mais os valores integralmente. É melhor pagar 4% de juros ao mês, em prestações fixas, do que ficar rolando a dívida a 10% mensais no crédito rotativo por um tempo indeterminado” (Fonte: Estado de Minas).

O especialista alerta ainda que o prazo máximo do financiamento deve ser de 36 meses, preferencialmente com taxas mensais de 2% sobre o valor da dívida. Com essa negociação, que pode ser feita diretamente com o banco, o parcelamento da fatura se torna uma boa opção para quem está muito “apertado” financeiramente.

Outras Opções

Segundo dados de 2013, de cada 100 brasileiros que utilizam o cartão de crédito, 30 costumam atrasar o pagamento da fatura. Isso mostra que a situação de inadimplência, além de ser bastante grave, também atinge um grande número de pessoas. O parcelamento para quem vai atrasar o pagamento é uma das opções, mas outras modalidades de crédito podem ser mais interessantes. Os empréstimos, por exemplo, podem oferecer condições de pagamento mais atrativas para o consumidor e juros menores em relação aos do cartão de crédito. A melhor linha, sem sombra de dúvidas, é o crédito consignado, que tem cobrança automática na folha de pagamento e, por isso, oferece os melhores juros do mercado. O ideal é que a pessoa inadimplente faça uma comparação das tarifas e também de instituições, pois os custos do empréstimo podem variar bastante de banco para banco. Com a possibilidade de tomar um empréstimo consignado, fica mais fácil quitar a dívida e controlar as finanças.

Uso Consciente do Cartão

Mais de 70% das famílias endividadas entraram nessa por causa do cartão de crédito. Os especialistas em finanças são taxativos em relação ao uso do cartão: o melhor é o bom senso. Situações de atraso e dificuldade podem acontecer, mas não todos os meses. A possibilidade de comprar usando o cartão faz com que muitas pessoas gastem além da conta. Esse consumo impensado é o principal responsável pela dificuldade em pagar a fatura e, consequentemente, pelas dívidas. Por outro lado, quem mantém as contas sob controle tem mais tranquilidade para comprar o que deseja e viver a vida sem estresse. Para fazer um bom uso do cartão como forma de pagamento, é essencial ter em mente que o limite de crédito não pode ser considerado como renda. Além disso, é importante lembrar que o pagamento total da fatura deve fazer parte do planejamento de despesas do mês, ou seja, o dinheiro necessário deve ser guardado para este fim.

Dicas Importantes:

  • Ao parcelar a fatura do seu cartão, não se esqueça de que o valor da parcela será descontado do seu limite de crédito;
  • Nos meses em que estiver pagando o parcelamento, vala a pena controlar os gastos com mais empenho para evitar o acúmulo de dívidas;
  • Quando você estiver com dificuldade para pagar a fatura, procure se planejar para que isso não volte a ocorrer;
  • Procure ter uma reserve emergencial para situações em que o dinheiro pode faltar;
  • Observe quais são as tarifas cobradas pela administradora do seu cartão de crédito;
  • Não se deixe enganar por ofertas atraentes feitas pelos bancos;
  • E por fim, cuide do seu dinheiro para que ele possa trazer bons frutos!

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