Máquinas de Cartão de Crédito

“Flanelinha inova e leva até máquina de cartão de crédito e débito”, diz a manchete. Há alguns anos, eu estava sentada em um bar com mesas na calçada. Um hippie, desses que vendem artesanato, passou pela rua oferecendo brincos e anéis feitos por ele em arame. Minha amiga disse “estamos sem dinheiro hoje. Vamos pagar a conta aqui no cartão”. Nesse momento, o artesão tira uma máquina de cartão da mochila, um rolo de fio e responde “eu aceito cartão de crédito e débito, mas só acima de R$50,00”.

Esses dois exemplos curiosos mostram que as máquinas de cartão vêm se tornando cada vez mais populares, não só em lojas e grandes comércios, mas também por profissionais autônomos, taxistas, artesãos, vendedores ambulantes, dentre outros exemplos. Essa ampliação no uso das maquininhas tem relação direta com o aumento do número de cartões de débito e crédito. Como as pessoas estão aderindo rapidamente a essas formas de pagamento, os vendedores precisam  disponibilizar meios de recebimento para elas.

O Que é Uma Máquina de Cartão?

Flanelinha

Uso inusitado da maquininha

Chamamos popularmente de máquina de cartão os terminais de processamento de dados de cartões de crédito e débito. Nem todos se lembram, mas, há algumas décadas, esses terminais (decalcadoras) apenas copiavam os dados do cartão. Com essas informações e a autorização de pagamento do cliente, o lojista poderia receber o dinheiro relativo às vendas com cartão.

Hoje em dia, a tecnologia é bem mais avançada. Os cartões contam com dados criptografados, que são lidos pelo software dos terminais eletrônicos. Cada máquina se liga por meio de uma linha telefônica ou internet à rede que verifica a autenticidade da transação. Elas também são equipadas com um sistema de impressão para emissão do comprovante de venda imediatamente. 

As Principais Empresas do Setor

Aqui no Brasil, duas grandes empresas são as principais responsáveis pela distribuição das máquina de cartão. São elas: Rede (antiga Redecard) e Cielo. Um tempo depois das primeiras máquinas, o banco Santander também decidiu investir nesse setor, lançando as máquinas em parceria com a GetNet. A rigor, não existem grandes diferenças entre os terminais oferecidos por essas empresas. Todas disponibilizam variadas opções para diferentes perfis de clientes. Os custos também variam conforme as necessidades e volume de vendas de quem solicita a máquina.

  • Máquina Cielo: é uma das empresas mais bem estabelecidas no ramo e conta com grande variedade de produtos. Para uso, a Cielo cobra uma taxa de instalação, além do aluguel mensal e tarifas por cada venda feita com os terminais.
  • Máquina Rede: a Redecard mudou o seu nome, mas segue com grande prestígio no setor. Os terminais oferecidos contam com ampla tecnologia para garantir a segurança das transações, além da possibilidade de recebimento de um número considerável de bandeiras.
  • Máquina Santander: o grande diferencial é que o uso da maquininha está vinculado ao uma conta para pessoa jurídica. Além das bandeiras mais conhecidas (Visa, Mastercard e Amex), a empresa também tem convênio com mais de 20 bandeiras usadas em todo o Brasil.

Sobre os custos, a cobrança do aluguel tem valor médio entre R$70 e R$100,00 para cada terminal. Já a tarifa cobrada por venda gira em torno dos 4%. Por isso, sempre vale a pena analisar com cautela a contratação de um máquina. Estabelecimentos comerciais pequenos podem sofrer com essas cobranças sem um real retorno com uso dos terminais.

Outras Possibilidades

O uso dos leitores de cartão em smartphones e tablets é outra opção para quem quer receber a forma de pagamento. As três empresas mencionadas acima já operam com esses leitores: Cielo Mobile, Mobile Rede e iZettle (clique nos links para se informar sobre as diferentes tecnologias para dispositivos móveis). Além dessas empresas, muitas outras estão investindo nos leitores, pois há um grande público no país que deseja receber cartões, mas têm dificuldade para adquirir ou manter um maquineta tradicional.

Esses leitores têm como principal vantagem a não cobrança de aluguel. Como dissemos, quase todas as maquininhas estão vinculadas a uma cobrança mensal pelo uso do aparelho. Nesse caso, como o vendedor utiliza o próprio aparelho de celular ou tablet para realizar as vendas, a cobrança se torna desnecessária. O comerciante precisa apenas pagar as taxas referentes a cada venda.

Lista com algumas das opções de pagamento por smartphone ou tablet:

Leitor de Cartão

Leitor de Cartão

Para escolher entre as diferentes opções, o ideal é que o interessado compare, com muita atenção, as taxas cobradas para cada venda. Em média, a cobrança gira em torno dos 5% e pode oscilar dependendo do prazo para recebimento dos valores. Assim, se em um mês você vender R$1.000,00 no cartão, aproximadamente R$50,00 ficarão com a empresa responsável pela transação. Vale lembrar que essa diferença pode ser superada com o aumento no volume de vendas proporcionado pelo recebimento de cartões. Tudo isso deve ser levado em consideração na hora de escolher entre os leitores e as maquininhas.

Vantagens e Desvantagens

Pensando em todas as informações expostas até aqui, é possível notar que existem vantagens e desvantagens no uso das maquininhas. Como foi dito logo no início, o grande benefício é a possibilidade vender para um público crescente que prefere pagar com cartão. Segundo as empresas que administram as maquininhas, a quantidade de vendas aumenta em média 30% quando o estabelecimento passa a aceitar cartões. Existem ainda as questões de segurança, já que toda a circulação de dinheiro é virtual e o risco de roubos se torna menor. O vendedor também não precisa se preocupar com dinheiro para troco, nem em como depositar os valores recebidos diariamente.

Por outro lado, há que se considerar algumas desvantagens, principalmente para comércios menores, profissionais autônomos e vendedores. O problema maior são as tarifas pelo uso das maquininhas. Mesmo no caso dos leitores de cartão de crédito, existem as taxas por venda, que podem tornar o sistema pouco vantajoso se as vendas não compensarem os custos. Outra desvantagem é o tempo para recebimento dos valores, que pode variar bastante. Em alguns casos, o repasse ocorre em poucos dias, mas há também empresas que exigem um prazo maior. De qualquer maneira, o dinheiro não é repassado imediatamente, exigindo uma melhor administração de entradas e saídas de valores pelo comerciante.

Dica: se você tem um negócio de pequeno porte ou trabalha por conta própria, é fundamental que faça um orçamento bem detalhado dos seus ganhos para pensar sobre a aquisição de uma máquina de cartão.

Como Adquirir a Maquininha?

Máquina de Cartão

Máquina de Cartão

Se depois de ler tudo isso você decidiu aderir às máquinas de cartão, é hora de entender melhor como funciona a contratação do produto. O primeiro passo é decidir a empresa que você vai contratar. Um problema é a dificuldade de encontrar, pelo menos pela internet, informações claras sobre os custos e condições de uso dos terminais, tornando a escolha bastante complicada. O ideal é entrar em contato com essas empresas por telefone para conseguir essas informações. Abaixo, explicaremos como funciona o credenciamento em algumas das empresas mais conhecidas:

Cielo

Se você é cliente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal ou Bradesco, a melhor maneira de se credenciar é indo até o banco. Essas instituições são parceiras da Cielo e estão preparadas para intermediar a contratação. Procure o gerente responsável pela sua conta e converse sobre as possibilidade de recebimento com cartão de crédito. Se você é pessoa física, tenha em mãos comprovantes profissionais, como registro válido de autônomo, cupom fiscal emitido em seu nome e carta da empresa para a qual você trabalha (veja a lista completa de documentos).

Quem não possui conta nesses bancos pode optar pelo credenciamento pela internet: www.cielo.com.br/seja-nosso-cliente. Nesse caso, é necessário preencher o formulário com dados pessoais. Os documentos comprovatórios precisam ser enviados para confirmar a solicitação. Após o cadastro, um representante entrará em contato para que você possa de fato se tornar cliente. Os telefones de contato são: 4002 5472 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 570 8472 (demais localidades). 

Rede

O credenciamento da Rede também pode ser feito pela internet, porém o cadastro só está disponíveis para pessoas jurídicas. Para dar início, acesse: www.userede.com.br. Ao informar o CNPJ da sua empresa, você autoriza a Rede a pesquisar informações sobre o seu comércio. É cobrada uma taxa única de adesão (não informada no site). Assim como no caso da Cielo, também é possível se credenciar diretamente no banco. Para se informar sobre as instituições parceiras e saber mais sobre as máquinas da Rede, ligue: 4001 4433  (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 728 4433 (demais localidades). 

Santander

A máquina do Santander está vinculada a uma conta: a Conta Conecta. Por isso, os interessados em adquirir o aparelho precisam ir até uma das agências do banco e se tornar correntista. Não é necessário ser pessoa jurídica para se tornar cliente, pois existem diferentes pacotes disponíveis. A adesão também pode ser feita pela internet, com um cadastro rápido no site da instituição: www.santander.com.br. Depois disso, você precisará escolher o modelo de máquina ou leitor desejado. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone: 4004-3535 (regiões metropolitanas) ou 0800 702 3535 (demais localidades)


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