Como fica o Crédito Consignado após a Demissão

O crédito consignado é uma forma de empréstimo mais barata porque o valor das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento do contratante. Isso significa mais segurança de recebimento para instituição financeira que emprestou o dinheiro, possibilitando a redução dos juros. Para tornar a concessão do crédito ainda mais segura, vários bancos oferecem o serviço apenas para aposentados, pensionistas e servidores públicos, pois a renda mensal dessas pessoas é praticamente garantida.

Em alguns casos, o consignado também é oferecido para funcionários de empresas privadas que tenham parcerias com bancos e financeiras. Justamente aí é que surge a questão: e se esse trabalhador for demitido, como será feito o pagamento do empréstimo?

Pagamento do empréstimo consignado

Como comentamos antes, o pagamento das parcelas do crédito consignado é feita com desconto em folha. Dessa forma, o salário do trabalhador que contratou o empréstimo é reduzido na quantia definida pelo contrato. Se não houver salário para que as prestações sejam debitadas, o que acontece? Não há dúvidas de que essa pessoa precisará quitar sua dívida mesmo assim.

O processo de cobrança, nessas situações, se dá conforme que foi estabelecido no contrato e existem diferentes maneiras para fazer isso.

Demissão

Entenda o que acontece quando o contratante do empréstimo consignado é demitido

O que ocorre em caso de demissão?

Quando o funcionário é demitido antes do fim da amortização do empréstimo, geralmente surgem duas possibilidades: ou ele terá que liquidar o valor restante de uma vez só ou o empréstimo passará a ter taxas de mercado balcão, como qualquer tipo de empréstimo pessoal.

Na prática, isso quer dizer que o tomado do empréstimo pode estar em apuros, já que o pagamento total é bem difícil se o empréstimo tiver muitas parcelas a vencer e os juros altos de um empréstimo pessoal podem levar ao endividamento e descontrole financeiro. Por isso, quem é funcionário de empresa privada deve tomar muito cuidado ao contratar um empréstimo consignado. Com o risco da demissão, a linha de crédito que costuma ser atrativa pode se transformar em uma grande cilada.

Uso do acerto para quitar a dívida

Os contratos de crédito consignado também podem prever o uso de até 30% das verbas rescisórias do trabalhador para quitar a dívida em questão. Isso quer dizer que uma parte do valor recebido no acerto de contas do funcionário é automaticamente descontado para amortizar o restante do empréstimo. Caso o valor retido não seja suficiente para cobrir o que está pendente, a dívida continua valendo.

Então o trabalhador precisará quitar o valor total por sua própria vontade ou aceitar as condições de um empréstimo mais caro.

Mudança de emprego

Se o funcionário que contratou o empréstimo quiser mudar de emprego, as mesmas regras mencionadas acima continuam valendo: ele precisará quitar o valo devido de uma só vez ou aceitar um novo empréstimo com taxas mais altas. Mais uma vez, vale enfatizar que a contratação do crédito consignada deve ser muito bem pensada pelo trabalhador, sobretudo nas empresas privadas. Apesar das vantagens, ele ficará “amarrado” à empresa até que termine de pagar o empréstimo.

Dica Importante

Se você tem um contrato de crédito consignado vigente e foi demitido, o ideal é usar o que receber da empresa para quitar totalmente o empréstimo, mesmo que valor seja superior aos 30% previstos na lei. Do contrário, a dívida se tornará cara e poderá trazer problemas financeiros maiores. Imagine, por exemplo, se você não consegue um outro emprego em tempo hábil, antes que as parcelas comecem a pesar em seu orçamento? Melhor se precaver e evitar que a dívida aumente e fique fora de controle.

Em último caso, procure a empresa credora para negociar as condições do empréstimo após a demissão, tentando juros menores mesmo com o fim do contrato do crédito consignado.


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