Crédito Rotativo

Quem possui um cartão de crédito, certamente já ouviu falar do crédito rotativo. O serviço normalmente é apresentado pelos bancos e financeiras como uma vantagem, mas o uso do crédito rotativo pode se tornar um grande transtorno para o consumidor. Em geral, o rotativo é o responsável pelo endividamento com cartões de crédito, pois os juros cobrados são muito altos e fica cada vez mais difícil quitar a dívida com o banco.

Como funciona

Ao receber a fatura do cartão de crédito, o consumidor pode optar pelo pagamento total do valor gasto ou pagar apenas o valor mínimo. Tudo aquilo que não foi pago é jogado para a próxima fatura e sobre esse valor incide uma taxa de juros. O grande problema é que as taxas cobradas pelas administradoras do cartão são bem altas. Por isso, quem gasta mais do que pode pagar e não consegue quitar a dívida total com o cartão de crédito, tem dificuldades para quitar o débito, que se torna cada vez maior.

Dito de outro modo, quem faz o pagamento mínimo o outra porcentagem inferior ao valor total da fatura está contratando um financiamento. Como isso nunca é dito claramente pelas operadoras de cartão, fica a sensação de que o crédito rotativo é apenas um serviço para “ajudar” o cliente. E é justamente neste ponto que consumidores se enredam em dívidas impagáveis e as administradoras lucram.

Os juros cobrados

Crédito Rotativo

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Além dos juros cobrados serem altos, as administradoras dos cartões não costumam ser claras sobre o funcionamento dessas taxas. Assim, os clientes normalmente desconhecem as taxas que serão cobradas caso utilize o crédito rotativo.

Quando o consumidor adquire um cartão de crédito no mercado, é calculado o limite que ele poderá utilizar e as taxa de juros que serão cobradas. Como a administradora do cartão não pode prever quando e quanto o cliente usará do crédito, os juros são calculados sobre o valor total do limite e, por isso, são tão altos. Em geral, quando fazemos um financiamento as taxas são calculadas com base no valor do financiamento, período para quitação e risco da operação. Nesse caso, no entanto, os juros levam em conta o valor máximo do limite de crédito.

Cuidados com o Crédito Rotativo

Para evitar o endividamento, as novas regras, estabelecidas pelo Banco Central, pra funcionamento dos cartões de crédito estabelecem que o pagamento mínimo da fatura seja de 15% e aumente para 20% a partir de dezembro. Com pagamentos maiores, o BC acredita que as dívidas se tornem menores e, por isso, mais fáceis de quitar.

Com relação a isso, os especialistas em finanças são enfáticos: nunca use o crédito rotativo. O ideal é gastar apenas o que se pode pagar e não deixar as dívidas se acumularem. Todavia, caso esteja difícil pagar o valor total da fatura, é mais aconselhável contratar um empréstimo com juros mais baixos para quitar a dívida do que entrar no crédito rotativo. Lembre-se: o lucro dos bancos normalmente depende do seu endividamento.


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