Empréstimos no Caixa Eletrônico vale a pena? Como fazer

Juros e mais juros: esse é um dos maiores pesadelo do consumidor mesmo que ele não saiba. O problema é ainda pior quando o consumidor é tentado a fazer dívidas que podem gerar grandes dores de cabeça com desconhecimento da situação. Um exemplo disso são os empréstimos feitos no caixa eletrônico.

Um teste feito pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) com empréstimo em caixas eletrônicos de grandes bancos do país avaliou como funcionam os empréstimos oferecidos durante transações bancárias de autoatendimento. Correntistas de bancos certamente já se depararam, no momento de sacar dinheiro ou fazer pagamento, com a opção “empréstimo rápido e fácil pré aprovado”.

A proposta do empréstimo no caixa eletrônico pode ser muito atraente. Porém, esses empréstimos podem apresentar grandes prejuízos para a vida financeira do consumidor. A forma como a propaganda funciona induz pela facilidade e comodidade, atributos que não valem a pena, se forem considerando os altos juros que são cobrados.

A postura dos Bancos

Empréstimo no Caixa Eletrônico

Empréstimo no Caixa Eletrônico

Embora busquem instigar a realização do empréstimo – durante o teste, apenas um banco não apresentou proposta de empréstimo de forma persistente – os bancos não alertam sobre os riscos que a operação de empréstimo no caixa eletrônico envolve, como os juros altos e a dificuldade de cancelamento.

O teste também verificou que os valores dos empréstimos oferecidos variam mais do que o esperado, de banco para banco, entre R$4 mil a R$12 mil, e que são cobradas taxas que também variam a cada instituição. Em meio a isso, foi observada uma postura grave dos bancos: a informação de um Custo Efetivo Total (CET) menor do que é na realidade.

É importante lembrar que estes empréstimos são, muitas vezes, anexados ao seu extrato bancário, fazendo com que o cliente acredite que aquele valor lhe pertence. Atenção a este fato, além de omitirem informações sobre o empréstimo, tentam ludibriar o consumidor.

A dificuldade de cancelamento

Além dessas constatações, foi observado que, embora a contratação seja bastante simples e rápida, o cancelamento é extremamente burocrático, o que leva o consumidor a desistir de cancelar. Essa dificuldade ocorre devido a empecilhos que os bancos impõem.

De acordo com o Código do Consumidor (CDC), quem contrata um serviço tem direito ao “arrependimento”, que prevê sete dias, a contar da data da assinatura ou recebimento (caso não seja realizado dentro de estabelecimento) para desistência do serviço.

Ainda de acordo com o CDC, a postura adotada pelos bancos é considerada abusiva e é direito do consumidor cancelar o empréstimo feito equivocadamente no caixa eletrônico. Para tanto, é necessário fazer a solicitação de cancelamento por escrito e encaminhá-la ao gerente do banco no qual se possui conta. Para garantir o recebimento da solicitação, é preciso que ela tenha aviso de recebimento.

Quero contratar

Agora, se você está ciente da situação, concordou com a taxa de juros e, realmente precisa daquele empréstimo, o crédito fácil pelo caixa eletrônico pode ser uma alternativa interessante. Isso porque, na maioria dos bancos o valor cai na conta imediatamente e poderá ser utilizado pelo cliente.

Estes empréstimos, normalmente estão listados como se fossem Empréstimo Automático, Empréstimo Pessoal Automático ou, ainda, CDC Automático. Os valores vão de R$ 150,00 até R$ 30.000,00 pagos em média de 48 parcelas ou até 60 vezes, em alguns bancos.

Lembre-se: Crédito é dívida e precisa ser paga.


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