Certificados de Operações Estruturadas (COE)

Perder dinheiro é um dos grandes medos de qualquer investidor. Porém, existem investimentos em que são quase à prova de perdas. Esse é o caso dos Certificados de Operações Estruturadas (COE), oferecido para investidores com alta renda. Em 2014, as operações estruturadas foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional e o COE foi criado. Dessa forma, o investimento em operações estruturadas ficou mais fácil, uma vez que o investidor pode adquirir o certificado como um papel de emissão bancária.

Antes do COE

Antes da criação do COE, o investidor que quisesse aplicar em operações estruturadas precisaria combinar operações de renda fixa e renda variável para se proteger de perdas. Assim, as operações estruturadas consistiam em um investimento combinado. Se o investir adquirisse, por exemplo, um ativo de renda fixa (CDB) e um derivativo (ações), o derivativo poderia proteger o capital aplicado nas oscilações do mercado financeiro.

Certificado de Operações Estruturadas

Certificado de Operações Estruturadas

O Que Mudou?

Depois que o COE foi criado, o investimento se tornou mais simples porque o investidor não precisa mais aplicar em dois instrumentos financeiros para se proteger. Na prática, o COE funciona como um pacote que mescla operações de renda fixa e renda variável. Dessa forma, os derivativos e ativos se complementam para assegurar a garantia do investimento. O certificado se assemelha bastante aos fundos de capital protegido, mas com o diferencial da flexibilidade conforme o perfil do investidor.

Veja o vídeo para saber mais:

Risco do COE

Ao adquirir o Certificado de Operações Estruturadas, o investidor pode optar por dois tipos de proteção: total ou parcial. Na primeira opção, todo o capital investido fica protegido. Assim, na pior das hipóteses o investidor recebe o valor investido sem nenhuma correção. Já no segundo tipo, é possível definir uma margem de perda com a qual o investidor está disposto a arcar. Se o percentual de perda aceitável for de 10%, por exemplo, a devolução do valor investido sofrerá somente com esse desconto em caso não haja rendimento. Como você deve imaginar, o segundo tipo de proteção, por ser um pouco mais arriscado, oferece maiores lucros.

Quem Pode Investir?

Os COEs são emitidos pelos bancos. Por isso, somente os clientes das instituições emissoras (Itaú, Santander, Citibank, Safra e Bradesco) podem investir nos certificados, ainda que haja expectativa para que os COEs sejam comercializados publicamente por corretoras de valores. Cada banco tem regras próprias para a aplicação, mas a maior parte deles exige que o cliente tenha renda elevada e bom conhecimento sobre os riscos do investimento.

Como Investir?

O banco Santander oferece aplicações a partir de R$15 mil e o Bradesco a partir de R$ 20 mil. Já no Itaú, é necessário que o investidor aplique inicialmente R$100 mil. Se você está interessado em começar um investimento em COEs, o ideal é procurar o gerente o consultor do seu banco para saber mais sobre a aplicação. Ele informará sobre as exigências da instituição e também sobre a adequado do Certificado de Operações Estruturadas ao seu perfil.

Para saber mais, sugerimos que você leia o Manual do COE criado pela BM&F/Bovespa e verifique o perfil de investimento e a tributação.


RSS por email

Deixe sua opinião “Certificados de Operações Estruturadas (COE)

Regras para comentar

Os comentários são moderados e não serão aceitos ou respondidos sem cumprir as regras abaixo:

  1. Leia o artigo e os comentários para saber se sua questão já não foi respondida.
  2. Não respondemos por nenhuma empresa, sendo assim, não enviamos propostas ou damos suporte.
  3. Não faça propaganda.
  4. Comentários mal escritos, com erros e deselegantes, não serão aceitos.
  5. Não divulgue seus dados pessoais, como documentos, telefone, endereço etc, pois eles estarão vulneráveis.