Quais os Melhores Investimentos de Baixo Risco?

Na hora de investir, o que muita gente procura é segurança. Afinal, o risco de perder dinheiro é algo bastante ameaçador, principalmente para quem tem objetivos específicos para uso da aplicação. No universo financeiro, os investidores são classificados a partir do perfil de risco, ou seja, do quanto eles estão dispostos a arriscar.

Se você é do tipo conservador, o ideal é apostar nos investimentos mais seguros. Nesse tipo de aplicação, seu dinheiro fica protegido e os rendimento são garantidos. Vale lembrar, no entanto, que o lucro oferecido pelos investimento de baixo risco tende a ser menor, justamente por causa das proteções existentes. Para ajudar o investidor iniciante, preparamos uma lista com 5 aplicações para conservadores.

Poupança

Há quem diga que a caderneta de poupança nem pode ser considerada como um investimento por causa da rentabilidade baixa. Porém, a segurança e a praticidade dessa aplicação fazem com que muitos brasileiros optem por ela.

O risco de perder dinheiro na poupança atualmente é baixíssimo, porque os valores depositados são resguardados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O fundo garante o reembolso de até R$250 mil por CPF caso o banco venha a falir. No entanto, as chances de falência de bancos sólidos como os que temos por aqui é bem pequena.

Para quem está começando a guardar dinheiro, a poupança é um bom primeiro passo. Você pode ir juntando pequenas quantidade por mês e quando tiver uma soma considerável analisar outras possibilidades de investimento mais rentáveis.

Investimento

O risco de um investimento é tão importante quanto sua rentabilidade

Títulos Públicos

A compra de Títulos Públicos é uma excelente forma de investir dinheiro com boa possibilidade de retorno. O Governo Federal anuncia os títulos para arrecadar dinheiro para quitação de dívidas públicas. Assim, é como se o investidor estivesse emprestando dinheiro para a União a juros. O rendimento equivale aos encargos desse empréstimo, conforme as condições fixados no ato da compra.

Uma das formas mais procuradas para a aquisição de Títulos Públicos é o Tesouro Direto. Nessa modalidade, o próprio governo comercializa os títulos, com a possibilidade de compra por pequenos valores.

Outros títulos, como as Letras do Tesouro Nacional e as Notas do Tesouro Nacional podem ser adquiridas via corretora ou banco. Atualmente, esses investimentos prefixados têm rendimentos superiores a 12% ao ano. Descontado a cobrança do Imposto de Renda, os títulos apresentam lucro em torno dos 10%, ou seja, bem superior a o da poupança.

Certificados de Depósitos Bancários

Nos Títulos Públicos o investidor empresa dinheiro para o Governo. Já nos Certificados de Depósitos Bancários, também conhecidos como CDBs, o dinheiro é emprestado aos bancos. O investidor que compra os certificados também fica protegido pelo Fundo Garantido de Crédito, podendo receber de volta até R$250 mil em caso de falência do banco.

Não existe um valor mínimo para a compra de CDBs, o que torna o investimento bastante acessível. No entanto, esse tipo de aplicação não é muito indicada para quem está começando, porque precisa de um investimento com valor maior para que a rentabilidade valha a pena. A dica é começar com pelo menos R$5 mil, é o que dizem os especialistas.

Juntar Dinheiro

Juntar dinheiro é sempre o primeiro passo para começar um investimento lucrativo

LCI e LCA

Se você já tem algum dinheiro guardado as Letras de Crédito são ótimas opções. O problema é que tanto as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) quanto as Letras do Agronegócio (LCAs) existem um investimento mínimo mais alto. No caso das LCIs, é preciso começar com pele menos R$5 mil. Já as LCAs tem investimento mínimo médio de R$30 mil.

Com relação à segurança, esse tipo de investimento á bastante sólido porque tem rendimentos amparados em dois setores em expansão: o financiamento imobiliário e o financiamento do agronegócio. Além disso, as Letras de Crédito também contam com ressarcimento garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos de até R$250 mil.

Fundos Referenciados DI

O último item da nossa lista são os Fundos Referenciados DI. Nos outros itens, o investidor tinha, no mínimo, a possibilidade de escolher entre aplicação prefixadas ou pós-fixadas. Já no caso dos Fundos Referenciados, o investimento não tem taxa fixa, ou seja, não é possível saber quanto você vai obter de rendimentos. Não chega a ser um tiro no escuro, porque existem algumas referências para a lucratividade, mas de todos os investimentos que mencionamos aqui, talvez esse seja o mais arrojado.

A dica para quem está pensando em apostar nos Fundos Referenciados é acompanhar a rentabilidade das aplicações e revistas e sites especializados. Como o investimento tem a possibilidade de variar as aplicações, o lucro se torna maior se você escolher os fundos certos. Não se esqueça de avaliar também o risco, que pode ser um pouco mais alto. Na dúvida, procure o gerente de investimentos do seu banco para esclarecer quaisquer questionamentos.

Sobre o Fundo Garantidor de Créditos

O FGC foi criado justamente para prevenir problemas financeiros causados pela quebra de bancos. Em algumas transações, as instituições financeiras repassam parte do valor para o fundo, dando a ele base material para cobrir possíveis despesas de ressarcimento.

As seguintes aplicações estão cobertas pelo FGC:

  • CDB
  • Depósitos em conta corrente
  • Depósitos em conta salário
  • Saldo de contas de pensão e aposentadoria
  • Letras de câmbio
  • Letras imobiliárias
  • Letras hipotecárias
  • Letras de crédito imobiliário
  • Letras de crédito do agronegócio
  • Poupança

Por isso, todas os investimentos contidos nessa relação podem ser considerados como seguro. Isso não significa, no entanto, que outras aplicações, como o Tesouro Direto, seja arriscadas. A compra de Títulos Públicos tem a garantia do próprio Estado. Assim, para que você deixe de receber o valor investido o país precisa estar totalmente falido e deixar de honrar com suas dívidas.

Alguns Cuidados!

Investir dinheiro é sempre uma boa alternativa, mas o processo deve ser feito com cautela. Para começar, sugerimos que você leia muito sobre os diferentes tipos de investimento, analise bem todos as opções e não se deixe levar por promessas miraculosas.

Também é fundamental escolher com cuidado a corretora de investimentos que será contratada para gerir suas aplicações. Verifique se ela está devidamente registrada no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O profissional deve estar cadastrado na Associação Nacional das Corretoras (Ancord).

Os bancos também oferecem serviços de corretagem e podem oferecer custos reduzidos para clientes com relacionamento longo com a instituição. Compare e veja qual é a melhor forma de investir seu dinheiro de forma segura.


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