Muitas pessoas estão acostumadas ao crediário, uma forma de pagamento nas quais os boletos de pagamentos são emitidos pela própria loja que realiza a venda. Ele é utilizado comumente em compras mais caras, como de eletrodomésticos. Por meio do crediário realiza-se um parcelamento maior dos bens, para que eles não sejam pagos à vista, no dinheiro ou débito. Porém, com o tempo, o crediário se tornou menos popular, com o aumento do uso do cartão de crédito, que também permite os parcelamentos.

Alguns cartões de crédito também possuem a função crediário, que proporciona ao usuário um limite adicional ao principal. Assim, o uso deste não altera o limite principal do cartão. Com o crediário do cartão de crédito, o usuário pode financiar as suas compras com o limite do crédito pré-aprovado, na própria loja em que está realizando a sua compra, de forma automatizada. As prestações do crediário são fixas, e passam a ser debitadas automaticamente na conta-corrente.

Crediário do cartão de crédito

Apesar do que muitos pensam, o crediário não é feito apenas pelas lojas, pode-se usar também o cartão de crédito. Alguns bancos oferecem esta função, como o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e Votorantim.

Os cartões possuem limites exclusivos para serem usados na função crediário, para que possam ser feitos parcelamentos mais longos e compras de valores maiores. Nestas situações, de crediário, em vez do lojista receber os valores das prestações apenas 30 dias depois, como é feito comumente com os parcelamentos comuns nos cartões de crédito, eles recebem o valor integral cerca de 5 dias após a compra ser feita.

Saiba como funciona o crediário do cartão de crédito.
O crediário do cartão de crédito oferece ao indivíduo um limite pré-aprovado e adicional, para que possa realizar compras de maiores valores.

As contas são financiadas por meio do limite pré-aprovado para o crediário, no próprio local onde está sendo realizada a compra. São determinadas prestações fixas, de acordo com o valor da compra e também das parcelas, e estas são debitadas mensalmente na conta-corrente do cliente.

Apesar das prestações serem fixas, é um equívoco pensar que não existem juros no crediário. Os juros são menores do que no cartão de crédito, mas são cobrados da mesma forma. Os juros do crediário chegam a 230% ao ano, o que é cerca de 70% menor dos que nos parcelamentos comuns dos cartões de crédito.

O primeiro banco que proporcionou a função de crediário nos cartões de crédito para os seus clientes foi o Banco do Brasil. O BB disponibilizou aos usuários do Ourocard, inicialmente, cerca de R$ 20 bilhões para financiamento de bens e serviços no crediário.

Assim, os clientes BB podem, utilizando os cartões Ourocard, para negociarem as suas compras e utilizarem o crediário para realizarem parcelamentos das suas compras em até 48 meses, com taxas de juros a partir de 1,98% por mês, limite de até R$ 50 mil e até 180 dias para pagar a primeira parcela.

Logo, você pode usar o seu limite pré-aprovado de crediário, caso tenha, para realizar compras de eletrodomésticos, por exemplo. Assim, não irá precisar de aderir o carnê de crediário das grandes redes, somente usar o seu próprio cartão de crédito.

Crediário vale a pena?

Apesar de parecer algo vantajoso, possuir um limite de crédito adicional  e que não interfere no limite inicial, isto também pode ser perigoso. Tanto os lojistas quanto os bancos conseguem vantagens com a utilização do crediário, devido ao recebimento rápido e aos juros, respectivamente. Entretanto, as pessoas podem se endividar, devido à possibilidade de realizar compras com valores mais altos.

Usualmente, os cartões possuem limite que podem comprometer apenas 30% das suas rendas. Porém, usar o limite do crediário e o principal do cartão é como se o cliente tivesse dois cartões diferentes, e usasse ambos os valores, o que compromete mais do que 30% do seu salário.

Ademais, os limites de crédito dos crediários são maiores, para que possam serem feitas compras com valores maiores do que comumente é oferecido, o que pode ser prejudicial caso o indivíduo não tenha condições de pagar as parcelas.