Quando realiza-se um depósito, é preciso ter muita atenção com todos os dados que serão inseridos, como a agência e a conta do beneficiário. E, este cuidado deve ocorrer para que o depósito não seja estornado ou compensado em uma conta errada. Apenas um dígito trocado pode fazer com que o dinheiro vá para outra conta, ao invés da correta. Ainda, esta situação também pode ocorrer por erro cometido pelo banco.

E, são por estes erros que muitas pessoas, comumente, recebem depósitos desconhecidos na conta. Na maioria das vezes, estes depósitos também não são identificados, o que torna ainda mais difícil saber quem enviou o valor.

Caso receba um depósito identificado na sua conta, é importante saber lidar com o dinheiro. Segundo o Procon, o indivíduo não deve gastá-lo, e sim devolvê-lo para o banco. E, a institução deve estorná-lo para a pessoa que realizou o depósito, identificando-o por meio do CPF ou CNPJ.

Depósito não identificado, o que fazer?

Muitas pessoas, quando recebem algum dinheiro de origem desconhecida na sua conta, podem comemorar a situação e gastá-lo imediatamente. Porém, esta não é a atitude correta a ser tomada, visto que o indivíduo pode ter diversos problemas com a justiça ao apropriar-se de um depósto não identificado.

Ao perceber um depósito desconhecido na conta, o beneficiário por engano deve entender que não deve-se gastar o dinheiro pois, obviamente, ele não é seu. E, isto pode ocasionar muitos problemas judiciais. Segundo o Procon, é de responsabilidade do indivíduo retornar o dinheiro. Anote o valor do depósito desconhecido e não gaste-o, apenas reserve-o.

Depois, tente identificar a origem do dinheiro e se nenhum conhecido o enviou. Assim, pergunte a amigos, familiares, empregador ou até mesmo clientes se eles realizaram o depósito. Caso não tenha conseguido identificar a pessoa que realizou o depósito, é necessário, então, entrar em contato com o banco.

Saiba como identificar um depósito desconhecido.

Procure o gerente de contas do seu banco e explique o que ocorreu. Se o depósito tiver sido realizado por meio de uma transferência bancária, provavelmente será possível realizar a identificação por meio do CPF ou CNPJ do remetente.

Caso o depósito tenha sido feito por envelope, em um terminal de autoatendimento, será mais difícil identificar quem o fez. Ainda, se o indivíduo não tiver preenchido o envelope com suas informações, como telefone de contato e nome, a dificuldade será ainda maior.

Desta forma, como pode-se perceber, há grande possibilidade do depósito não ser identificado. Quando isto ocorre, é indicado pedir ao gerente que ele elabore um documento comprovando que o beneficiário, mesmo que por engano, entrou em contato com o banco e tentou solucionar a situação.

Se o depositante não for identificado, o próprio beneficiário ficará com o dinheiro, visto que o banco não pode tê-lo em sua posse, sem destino.

Com este documento em mãos, vá até uma delegacia e faça um Boletim de Ocorrência. Isto também pode ser feito pela internet, a fim de economizar o tempo gasto na delegacia. É muito importante este passo, pois evita que o beneficiário seja acusado de apropriar-se do dinheiro de má fé. Em certos casos, pode-se até mesmo ser acusado de lavagem de dinheiro, interceptação, etc.

Também, caso tenha condições, recomenda-se procurar um advogado especializado nestas situações bancárias, para que ele oriente todas as ações durante o processo de devolução do dinheiro.

Gastei o dinheiro, e agora?

Em algumas situações, o próprio beneficiário pode não perceber o depósito desconhecido em sua conta e gasta o todo ou parte do dinheiro. Quando isto ocorre, é preciso negociar entrar em contato com o banco e procurar uma forma de pagamento compatível com suas necessidades e condições.

Quando o depósito é feito de forma errônea devido à ações dos bancos, eles devem, ainda mais, proporcionar formas de pagamentos acessíveis.