Vale a Pena Pegar Dinheiro Emprestado para Pagar Dívidas?

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice de famílias brasileiras com algum tipo de dívida subiu de 59,8%, em dezembro de 2018, para 60,1% em janeiro de 2019. Isso demonstra que os brasileiros se endividaram mais, tanto por questões financeiras pessoais quanto pela situação econômica atual.

Com este índice de endividamento alto, muitas pessoas recorrem à opção de pegarem dinheiro emprestado para quitarem suas dívidas. Isso porque as dívidas têm incidência de juros, então os indivíduos comumente pensam em se livrar logo desta situação. Porém, pegar dinheiro emprestado não significa o livramento de dívidas, pois, caso o empréstimo não seja feito com algum familiar ou amigo que ofereça a quantia a juros baixos, esta opção pode sair até mais cara.

Quando vale a pena pegar um empréstimo para quitar dívidas?

É irrefutável que em algumas situações é interessante pegar dinheiro emprestado para quitar dívidas com altos juros, como no caso do cheque especial ou do cartão de crédito. Porém, esta ideia de trocar uma dívida “cara” por uma “barata” pode não sair tão bem como planejado.

Primeiro, é necessário analisar qual é a sua dívida. No caso do cheque especial, os juros do rotativo são realmente muito altos. A menor taxa de juros do cheque especial para pessoas físicas é de 0,63% a.m., no caso do Banco CCB Brasil S.A. Porém, em relação aos bancos mais populares, esta porcentagem aumenta. O Banco do Brasil possui taxas de 11,99% a.m. e a Caixa Econômica Federal, 12,43% a.m. Estes juros são altos, e a longo prazo podem deixar o cliente ainda mais endividado com o acúmulo.

Em relação ao cartão de crédito, os juros do rotativo também são propícios para um endividamento ainda maior. O Banco do Brasil possui juros de 9,56% a.m, e a Caixa Econômica Federal, de 11,14% a.m. Apesar de serem menores do que o cheque especial, o cartão de crédito é um meio de pagamento muito popular, e considera-se que o cliente, mesmo que utilize o rotativo, não irá parar de gastar nesta modalidade.

Deve-se planejar financeiramente e analisar bem se vale a pena o empréstimo frente aos juros deste.

Ou seja, nos casos em que os juros são muito altos, é benéfico ao indivíduo pegar um empréstimo se os juros deste forem menores. Primeiramente, antes de recorrer a uma instituição de crédito, é importante que se analise a possibilidade de pegar dinheiro emprestado com algum amigo ou familiar. Isso porque os juros serão mais baixos ou até mesmo inexistente, o que irá beneficiar muito ao endividado.

Porém, caso não seja possível esta primeira opção, deve-se procurar um empréstimo cujos encargos e juros sejam menores do que sua dívida inicial, e que a forma de pagamento seja benéfica para você. Por exemplo, não adianta pega um empréstimo cujo a quantidade de parcelas seja menor do que você necessita.

Analise também quais serão os valores das parcelas. É recomendado que elas não ultrapassem 30% da sua renda total mensal, pois isso pode ser prejudicial para sua vida financeira. Ademais, sempre procure instituições de crédito confiáveis, que possuam cadastro no Banco Central. Algumas pessoas se sentem atraídas por ofertas de empréstimos sem consulta ao SPC ou SERASA, e isso pode leva-las a cair em grandes armadilhas.

Existem empresas como a Bom Para Crédito que, em sua plataforma online, permite que os usuários tenham contato com diversos parceiros que oferecem empréstimos a partir de 1,9% ao mês.

Já a FinanZero Brasil oferece prazo de pagamento do crédito pessoal entre 6 e 24 meses. Um empréstimo de R$3.000,00 tem taxa de juros de 3,99% a.m, com prazo de pagamento de 12 meses. Cada parcela ficaria por R$ 330,56. Entre no site e faça sua simulação de empréstimo de forma rápida e gratuita.

Existem outras alternativas?

O empréstimo não é a única alternativa para quem se encontra endividado. Existem outros meios que, apesar de serem mais trabalhosos, por exigirem planejamento, podem ser uma alternativa menos custosa.

Experimente adquirir uma renda extra para pagar suas dívidas, além do seu trabalho usual. Esta alternativa vem se tornando muito popular com a atualidade. Muitos produtos podem ser comercializados, como doces, lanches, artesanato ou algum outro serviço que você saiba fazer. Dê preferência para produtos e serviços de baixo custo, e que você não precise de muito tempo para realiza-los. Além disso, existem inúmeros aplicativos de serviços como Uber e Rappi que podem transformar seu tempo livre em renda.

Divulgue esta nova atividade para amigos e família, e se planeje para que esta nova fonte de renda seja apenas para o pagamento da sua dívida.

E, como dito acima, o planejamento é muito importante. O faça de modo que seus gastos não sejam supérfluos. Coloque no papel a sua renda líquida mensal, e, depois, liste os gastos essenciais. Estes são as contas de luz, água, internet, alimentação e com tratamentos de saúde. Tente cortar quaisquer despesas que não sejam estritamente necessárias, por um breve período.


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