Você com certeza já ouviu falar do SPC, SERASA e outros órgãos de cadastro negativo como o Recheque. Eles são consultados em caso de financiamentos, compras parceladas ou outras atividades que exijam o nome limpo no mercado. Longe de ser uma ferramenta que constrange o consumidor (se bem usada, é claro) estes cadastros são uma garantia a mais para manter a transação em um nível saudável para ambas as partes e, assim, garantir que o mercado, como um todo não sofra.

Mas, e se houvesse um cadastro positivo, contendo não os nomes doas mau pagadores, mas ao contrário, um cadastro dos bons pagadores? Se boa parte dos juros cobrados em uma linha de crédito é para cobrir o risco daquele que empresta o dinheiro, este juros deveria ser menor para um indivíduo que tem um histórico positivo no mercado.

O Cadastro Positivo que já foi aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados, viabilizaria esta condição ao credor. Assim como os empréstimos com desconto em folha, onde o risco é menor e as taxas caem a níveis baixos, o cadastro positivo seria mais uma fonte de informação no momento de adquirir o crédito. Pelo projeto, as empresas teriam de informar à esse banco de dados os cidadãos que pagam suas contas em dia, sem atrasos e que, por esse motivo, ofereceriam menos riscos em caso de empréstimos, podendo pleitear juros mais interessantes.