Como Negociar as Taxas de Financiamento? Veja as Dicas para Economizar

Os financiamentos se tornaram a forma mais fácil de uma pessoa adquirir um imóvel ou bem de alto valor, e até mesmo, em alguns casos, a única forma. Isso porque o comprador não precisa ter o dinheiro todo do bem, apenas parte para dar a entrada, e as vezes até mesmo nem isso. Assim, enquanto a aquisição é imediata, o pagamento é longo.

Porém, o financiamento por vezes se torna inviável devido a alta cobrança de juros. Mas, saiba que é possível negociar os juros para que não fique tão pesado no bolso. Assim, sobra mais dinheiro para o pagamento das parcelas. Converse com o gerente, banco, pesquise, seja persistente. Ainda, existem outras dicas para tornar a negociação um processo muito mais fácil. Confira!

Dicas para negociação

O financiamento é a compra de um imóvel, automóvel ou qualquer outro bem mediante o pagamento em parcelas. O cliente procura um banco ou instituição financeira que faça o financiamento e faz seu contrato de financiamento. A instituição financia o bem para você e as parcelas serão pagas a ela. Nas parcelas irão incidir os juros, que são referente a este valor “pegado emprestado”.

Deste modo, quanto maior o valor e tempo de pagamento, maior o juros. E, levando em conta o longo tempo que o pagamento das parcelas de financiamento dura, no final os juros podem representar uma grande quantia alta. Por isso, a melhor opção é tentar negociar esta taxa.

Abaixo, iremos dar algumas dicas que são relevantes no que se trata de negociação de taxa de financiamento e para economia acerca destas taxas. Acompanhe!

Pesquise. A pesquisa de diferentes concessionárias, imobiliárias, bancos e instituições financeiras irá lhe proporcionar conhecimento sobre o mercado, taxas, preços, dentre outros aspectos. Tenha paciência e visite o maior número de lugares que seu tempo lhe permitir, de forma a ter diversas opções.

Converse. Para haver uma negociação da taxa precisa haver conversa. Agora, você, munido com as informações que adquiriu com a pesquisa, terá bagagem suficiente para conversar sobre as taxas e financiamentos.

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Entre em contato com o banco que fez seu financiamento, de preferência pessoalmente, e tente negociar os juros. Seja transparente, mostre que conhece o mercado e exponha sua situação. Muitas das instituições financeiras que realizam financiamento são flexíveis na hora da negociação, então tente a sorte.

Caso não seja uma renegociação, demonstre que você conhece as taxas de outros bancos. Até mesmo mostre valores e estimule a competitividade de mercado. Seja sincero quanto aos seus objetivos, e proponha até mesmo um prazo menor de pagamento do financiamento e o aumento das parcelas, no caso de diminuição dos juros.

Fique atento. Existem certas taxas que os bancos, lojas e instituições não podem cobrar. Por exemplo, a Tarifa de Abertura de Crédito, Tarifa de Emissão de Carnês, Tarifa de Emissão de Boleto, Tarifa de Liquidação Antecipada, taxa de retorno, tarifa de análise de crédito e tarifas de cessão.

Caso tenha sido cobrada algumas destas tarifas ou elas estão descritas no contrato, peça a revisão imediatamente. Elas configuram como débitos indevidos, então observe bem!

Se o banco não estiver disposto a cooperar e negociar as taxas, saiba que você pode encontrar outra instituição com taxas menores e migrar o seu financiamento para ela. Isso é previsto pela Lei de Portabilidade do Crédito Imobiliário, promulgada em 2013. Leia um pouco seu conteúdo abaixo:

Art. 1º As instituições financeiras devem garantir a portabilidade das suas operações de crédito realizadas com pessoas naturais, mediante o recebimento de recursos transferidos por outra instituição financeira, observados os procedimentos estabelecidos nesta Resolução.

Parágrafo único. Para os efeitos desta Resolução, considera-se:

I – portabilidade: transferência de operação de crédito de instituição credora original para instituição proponente, por solicitação do devedor;
II – instituição credora original: instituição financeira credora na operação de crédito objeto da portabilidade;
III – instituição proponente: instituição financeira receptora da operação de crédito objeto da portabilidade; e
IV – devedor: pessoa(s) natural(ais) titular(es) da operação de crédito objeto da portabilidade.

Art. 2º A transferência de operação de crédito entre instituições financeiras, a pedido do devedor, deve ser realizada na forma prevista nesta Resolução, sendo vedada a utilização de procedimentos alternativos com vistas à obtenção de resultado semelhante ao da portabilidade.

Art. 3º O valor e o prazo da operação na instituição proponente não podem ser superiores ao saldo devedor e ao prazo remanescente da operação de crédito objeto da portabilidade na data da transferência de recursos de que trata o art. 7º.

Ou seja, o valor e o prazo de pagamento do financiamento não podem ser maiores do que o saldo que falta para ser quitado. Assim, o cliente não passa a dever mais nem por mais tempo. Por exemplo, se você fez um financiamento e falta R$50.000,00 para ser quitado, sem os juros, quando acontecer a portabilidade esta quantia não pode ser modificada. Se ela deveria ser paga em 100 parcelas, então este período também deve ser respeitado.


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