Quando alguém consegue um novo emprego, ela recebe registro na sua Carteira de Trabalho e Previdência Social. No registro, constará as informações sobre os vencimentos, ou seja, o quanto será pago por prestar os seus serviços. Entretanto, ao receber o salário, o empregado percebe que o que foi informado em sua carteira não é a mesma quantia que foi depositada ou preenchida no contracheque. Esse é o salário líquido.

O salário líquido é o valor recebido pelos contratados de uma empresa, levando em conta todos os descontos que são feitos legalmente, como a cobrança do INSS e a taxa dos impostos. Ou seja, o salário líquido é o total pago ao empregado, após que é feito todos os descontos.

Como é feito o cálculo do salário líquido

Para obter o salário líquido é preciso saber, inicialmente, qual o valor registrado na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Essa quantia informada é o salário bruto, que é a quantia total do que é recebido pelos dias trabalhados em determinado período de tempo.

Ao saber o quanto é o salário bruto, é preciso fazer os descontos dos impostos, como o INSS e o IRRF. Além das taxas que são cobradas, também há o acréscimo de outros benefícios no cálculo, como vale transporte, vale alimentação, entre outros.

O salário líquido será o valor obtido após todos os descontos que são levados em consideração. Mas antes de aplicar os descontos, é preciso saber quanto é o valor da taxa de contribuição do INSS e do imposto de renda proporcional com a faixa salarial.

Cobrança de taxas e impostos

Como foi dito anteriormente, dependendo do quanto está registrado na carteira as taxas do INSS e do imposto de renda variam. Na tabela atualizada de 2018, quem recebe até R$1.693,72 por mês, tem descontado 8% do salário bruto.

As pessoas que recebem até R$2.822,90 têm o desconto de 9% do valor do salário. Quem recebe até R$5.645,80, tem o desconto de 11%; enquanto quem recebe mais de R$5.645,80 tem um valor fixo de taxa do INSS de R$621,04.

Vale ressaltar que, caso o funcionário tenha dependentes, ou seja, filhos, eles devem constar no cálculo do INSS de acordo com o salário recebido. Se o salário bruto seja de até R$ 877,67, será descontado R$45,00 por dependente.

O valor deduzido dos vencimentos de R$877,68 até R$1.319,18, é de R$31,71 por dependente. A partir desses acréscimos, é feito o cálculo do Imposto de Renda sobre o montante obtido após os descontos.

Após os descontos do INSS proporcional ao salário bruto, é preciso descontar os valores do imposto de renda. Essa taxa também é proporcional de acordo com quanto é pago ao funcionário. É importante lembrar que quem recebe até R$1.903,98 por mês não precisa pagar este imposto.

A alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte varia entre 7,5% e 27,5%, que é calculado após o desconto da taxa do INSS. Os funcionários que recebem de R$1.903,99 até R$2.826,65, tem a parcela de R$ 142,80 deduzida do imposto e alíquota de 7,5%.

Para os funcionários que recebem de R$2.826,66 até R$3.752,05 a alíquota é de 15%, enquanto a parcela deduzida do imposto possui valor de R$354,80. Os empregados que recebem de R$3.751,06 até R$4.664,68, é deduzido do imposto uma parcela no valor de R$636,13 e alíquota de 22,5%.

Por fim, os funcionários que ganham de R$4.664,69 ou mais, a alíquota é de 27,5% e a parcela deduzida do imposto é de R$869,36. É importante lembrar que, ao finalizar o abatimento das taxas, é preciso incluir os descontos dos benefícios, como vale transporte e alimentação, para chegar ao montante do salário líquido dos funcionários.